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Abdegas

Todo-o-Terreno
AzimuTTe: Abdegas

02 de Julho de 2011

     Anualmente, centenas de milhar de pessoas deslocam-se a Fátima, das mais variadas maneiras e pelos mais variados motivos. Sem questionar umas e outros, se se dessem ao esforço de mais 12 km e visitassem a vila medieval de Ourém, regressariam a casa não só com a paz de espírito que buscavam, mas, também, com a memória aconchegada pela beleza arquitectónica, histórica e paisagística desta pérola do nosso património.

    Na verdade, a vila medieval de Ourém constitui-se como um núcleo de características únicas no nosso património e que, como tantos outros pelo nosso país fora, passa ao largo do reconhecimento colectivo. Não são só o castelo com influências italianas e, por isso, único no país e o túmulo do 4.º Conde de Ourém, com a sua curiosa insígnia, a merecerem a atenção do ‘peregrino’. É toda uma vila que se alindou primorosamente para se dar a conhecer ao visitante que se dê ao trabalho de subir o cabeço onde ela se alcandorou. Com excepção da sinagoga, que reclama, senão restauro, pelo menos conservação digna das suas ruínas, é de louvar o estado lavado com que a vila se apresenta e uma visita guiada impõe-se e recomenda-se para melhor a desfrutar. Foi precisamente o que fizemos e por aí que começámos.

     Já fora das muralhas, uma curta paragem na povoação de Mulher Morta, para apreciar o seu sinistro cruzeiro. Curiosa a força de uma lenda (realidade?) macabra, que sobrevive ao tempo ao ponto de se tornar nome de terra.

     A paragem seguinte foi já para o almoço, na praia fluvial do Agroal.

   Da parte da tarde, com algumas dificuldades pelo caminho, rumámos aos Moinhos da Pena, de onde começámos a gozar a magnífica panorâmica que os cimos da Serra d’Aires proporcionam.

   À passagem pelo Aero Clube de Pias, como se tivesse sido combinado, fizemos uma paragem não programada para assistir à descolagem de duas avionetas.

   Daí até às pegadas dos dinossauros foi um instante. Acabámos como começámos, com uma grande caminhada, desta feita em volta da pedreira por onde outros, antes de nós, caminharam há milhões de anos. De realçar o magnífico enquadramento paisagístico destas pegadas. As vistas que dali se alcançam, a própria pedreira e o arranjo e organização do espaço, além das próprias pegadas, tornam a visita num acto particularmente recomendável. No nosso caso, fizemo-lo ao fim da tarde e o sol rasante conferiu e salientou o contraste e definição das pegadas. Perfeito!

Texto: Nuno Furet
Fotos: Vários autores
 
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