AzimuTTe: Cabo Mondego
15 de Março de 2008
Com este AzimuTTe iniciámos uma série de actividades não necessariamente relacionadas com o todo-o-terreno. Neste caso concreto, tratou-se de uma visita guiada ao Cabo Mondego, que tem muito que contar do ponto de vista geológico.
Além da visita, o convívio é igualmente importante, começámos, por isso, por acender o carvão na Casa Abrigo do Sporting Figueirense, para prepararmos uma monumental churrascada. Um espectacular dia de Primavera, quente e sem vento, uma vista deslumbrante sobre a Figueira da Foz e a costa para sul, gente simpática e a carne a grelhar, o ambiente era perfeito.
Após o farto almoço, recebemos uma explicação do incansável geólogo José Pinto sobre o que aconteceu ao longo de milhões de anos naquilo que hoje conhecemos por Cabo Mondego. Mas não foi só a geologia que esteve presente, também a exploração mineira de carvão foi abordada.
Preparados teoricamente, partimos para o terreno. Aproveitando a maré baixa, de outro modo ficam inacessíveis, fomos à procura das amonites, dos lamelibrânquios, do carvão, dos corais fossilizados e das muito ansiadas pegadas de dinossauro.
Avançando um pouco mais para norte, chegámos à zona dos fósseis onde encontrámos imensos, apesar do muito que já foi destruído pela exploração da Cimenteira.
Terminada a visita, regressámos à Casa Abrigo para dar conta do resto do churrasco.
Em conclusão e bem vistas as coisas, felizmente, para nós, o Cabo Mondego deixou de ser um monte de rochas onde o mar bate forte de vez em quando.
Texto: Nuno Furet
Fotos: Vários autores