Centro Geodésico - AzimuTTe Zero

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Centro Geodésico

Todo-o-Terreno
AzimuTTe: Centro Geodésico

02 de Junho de 2007

     Vila de Rei é um concelho que, imerecidamente, poucos conhecem e esses poucos bem se podem sentir uns privilegiados. Os seus atractivos não se esgotam no Centro Geodésico de Portugal (o que já não seria pouco). Detentor de uma riqueza natural e paisagística ímpar, deixa fortes recordações e centenas de fotos nos cartões de memória de quem se digna dedicar um pouco do seu tempo a descobri-lo. Nós dignámo-nos.

   Começámos por juntar um simpático grupo de velhos e novos participantes nestas nossas andanças pelos recantos do país, em frente à Câmara Municipal (que muito nos apoiou e se disponibilizou para a realização deste AzimuTTe. Os nossos sinceros agradecimentos.) Após breve conversa sobre o que nos esperava, partimos atravessando a simpática vila que ainda se encontrava adormecida.

    Não tardou muito a chegarmos à Cascata do Escalvadouro e à primeira caminhada do dia, porque estas coisas não se vêem de dentro do carro. Mais alguns quilómetros e atingimos a segunda cascata, a dos Poios. Desta vez, foi preciso caminhar um pouco mais num trilho lindíssimo, até a alcançar. De volta às viaturas, foi seguir montes acima e montes abaixo, atravessando várias aldeias, até encontrarmos e acompanharmos o Zêzere.

   O almoço teve lugar na praia fluvial do Penedo Furado, onde alguns aproveitaram para tomar um refrescante banho e tirar do corpo a camada de pó que já traziam. Retemperadas as forças, partimos para a etapa da tarde começando por atravessar a Ribeira de Cudegouzo (por sinal, seca) para chegarmos às famosas Conheiras (restos da exploração de ouro em aluvião a céu aberto, da época romana) Contando entre os participantes com a presença do geólogo José Pinto (um velho amigo reencontrado ao fim de 30 anos) pudemos beneficiar de uma descrição detalhada de como se processava toda a exploração mineira, o que foi sem dúvida um excelente bónus.

    Paragem seguinte: Água Formosa, formosa aldeia de xisto, incluída no programa de Aldeias do Xisto e que nos proporcionou mais uma excelente pausa e contacto com os habitantes. Quem o provou afirma que o néctar oferecido era divinal.

   Foram necessários mais uns quilómetros de trilhos e mais umas quantas aldeias atravessadas para atingir o Castro de S. Miguel, uma construção datada do neolítico, de forma quadrada e cintura de muralhas, de onde se desfrutavam umas vistas soberbas. Antevisão, de resto, do que nos esperava na última paragem deste AzimuTTe: o Picoto da Milriça, o Centro Geodésico de Portugal. E que melhor hora para lá chegar do que ao pôr-do-sol!

Texto: Nuno Furet
Fotos: Vários autores
 
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