Forles - AzimuTTe Zero

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Forles

Todo-o-Terreno
AzimuTTe: Forles

16 de Maio de 2009

     Nuns azulejos numa rua de Folgosinho, na Serra da Estrela, está uma frase de Camões que reza mais ou menos assim: ‘Triste povo português que o nada estrangeiro estima e o muito de seu despreza’. Vem isto a propósito de duas coisas: a primeira, uma frase que ouvi a um colega que dizia que preferia as Caraíbas a andar a passear por Portugal; a segunda é este AzimuTTe a Forles. Sem qualquer menosprezo pelas Caraíbas, felizmente alguns de nós ainda prestam atenção a este país e, assim, vamos descobrindo e admirando o muito de nosso.

    Começámos na vila de Sátão, para nos dirigirmos rapidamente para o verdadeiro início deste AzimuTTe, no Santuário do Nosso Senhor dos Caminhos, nosso padroeiro, portanto. Tivemos a sorte de o encontrar aberto, o que nos permitiu apreciá-lo por completo. Desde as figuras esculpidas nas rochas, às suas diversas estátuas e colunas, até ao seu interior, belo como muitos outros, mas com uma característica que pode não ser única, mas também não é frequente: as fotos de devotos que terão visto as suas preces atendidas.

    Deste local, que recebe em romaria mais de 20 mil pessoas, partimos para um outro, que embora mais modesto, se nos apresenta com toda a altivez da sua localização: o Convento do Senhor Santo Cristo da Fraga, hoje em ruínas, restando apenas a Igreja, fechada.

      Aguiar da Beira foi a visita seguinte, onde o seu Ex-líbris não podia faltar nas nossas fotos.

     Daí, partimos para o Santuário da Lapa, onde a chegada foi adiada por um tubo que rebentou no radiador de uma das viaturas. Quais Macgyvers, bem improvisámos mas o tubo só aguentou até à Lapa (o que já não foi mau).

     Após o almoço, visitámos, então, o Santuário da Nossa Senhora da Lapa, tendo apreciado a engenharia jesuíta que permitiu construir a igreja envolvendo toda a gruta da Lapa. De notar que nenhum de nós ficou entalado na passagem, garantindo assim a nossa pura consciência (para quem não sabe do que se fala, tivesse vindo ao passeio). Chamada a assistência para o Range Rover e como já estávamos atrasados, partimos directamente para Forles, porque o pão e o forno não podiam esperar mais.

     Chegámos mesmo em cima da hora para ver a D. Cândida, o Sr. António e a D. Maria do Carmo colocar os grandes pães de trigo no forno aquecido com giestas, para dar o aroma certo à massa.

     Enquanto estes coziam fomos conhecer a vila, acompanhados pelo Sr. António Caiado, presidente da Junta de Freguesia.

     De volta ao forno comunitário, aguardava-nos uma surpresa, entre os pães tinha sido cozido um recheado com carnes, chouriços e toucinhos para o nosso lanche. Delicioso!

    Saciados os estômagos, fomos visitar um moinho de água, onde o Sr. João ‘Moleiro’, com os seus 84 anos, ainda ganha o seu sustento moendo os variados cereais que lhe levam.

     De volta aos trilhos, seguimos em direcção a uma Orca (Anta, em linguagem beirã), e, daí, até ao restaurante, para um farto jantar.

     Não podemos deixar de expressar os nossos mais sinceros agradecimentos ao Sr. António Caiado, D. Cândida, D. Maria do Carmo, Sr. António, Sr. Melo e Sr. João Moleiro por todo o seu trabalho, disponibilidade e amabilidade com que nos receberam.

Texto: Nuno Furet
Fotos: Vários autores
 
Copyright 2015. All rights reserved.
Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal