Minho Litoral - AzimuTTe Zero

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Minho Litoral

Todo-o-Terreno
AzimuTTe: Minho Litoral

1 de Fevereiro de 2003

Porto, 1 de Fevereiro de 2003

       Querido diário,

      Estou para aqui sem sono, daí ter resolvido escrever-te uma breves linhas para ver se ajuda a passar o tempo.

     Há algo que me apoquenta. E esse algo é: parti a antena do meu Jipe. Essa é a parte mais visível, mas não é o verdadeiro motivo destas linhas. A verdade é que passei um dia bastante agradável na companhia de uns tantos companheiros. Bom, mas é melhor começar pelo principio para ver se conto tudo.

     Acordei de manhã bem cedinho e fui com a família até Viana do Castelo, mais propriamente até Santa Luzia. Já estás a ver o motivo de tal saída? Ainda por cima a um sábado, dia em que qualquer hora anterior ao meio dia ainda é madrugada. Pois é, havia um passeio de TT, organizado por uns tais de Azimutte que também têm como apelido ZERO.

    Com o atraso que se impõe, pois horários são para cumprir e após um breve breafing proporcionado por esses Senhores do Todo Terreno Nuno Furet e Rui Cardoso onde, de forma bastante democrática e interactiva (apenas por eles) se abordaram as dificuldades do dia, lá partimos então em direcção a Caminha.

   Pudemos desfrutar de lindas paisagens, característica presente durante todo o percurso, e também de algumas dificuldades, nas quais se incluem um cruzamento de eixos e muita vegetação, mesmo muito próxima de nós. Mas mesmo muito próxima, tanto que a antena do meu carro e não sei se de outros, se partiu. Note-se que a culpa não é da organização, mas sim da vegetação e também de quem não resolveu desligar os auto-rádios, ou, pelo menos, descer as tão malfadadas antenas. Assim lá passámos nós um bom bocado e aproximava-se aquela hora em que se substitui o TT por um outro desporto também bastante atractivo: BTT, ou seja, “BAMOS TODOS AO TACHO”.

   Surge então a primeira surpresa do dia. Afinal o passeio de TT incluía também um passeio de barco, carros incluídos. É assim que em Caminha, navegando sobre as águas calmas do rio Minho, rumamos para Espanha. Saímos em La Guardia, e a fome já apertava. Num parque belíssimo, no monte de Santa Tecla, que não conhecia, tivemos a oportunidade de calmamente almoçar e conhecer alguns convivas que também gostam destas coisas. Gente simpática, na verdade. Torna-se também importante referir que, apesar de estarmos em Fevereiro, o dia estava razoável. Até a criançada teve oportunidade de gastar as energias acumuladas durante a manhã num parque infantil existente no local.

    Mas tudo o que é bom termina e por esta parte estávamos terminados. Daí que tenhamos novamente navegado sobre as águas calmas do rio Minho (Copy; Paste para ser mais rápido) e regressado a terra de Camões (a propósito, este não ia no passeio).

    Fomos todos então em direcção a V.N. de Cerveira. Novamente encontramos percursos simpáticos, alguns até difíceis, iguais aos da parte da manhã: pedras para todos os gostos e feitios, buracos a condizer, árvores, folhas e ramagens quanto baste e as nossas pobres suspensões é que pagam este gosto. Sim, é verdade, não estou a exagerar, houve mesmo percursos que exigiram algum grau de tecnicidade, mas valeu a pena. Não me pareceu no entanto ser um bom negócio para os comerciantes de pneus: é que só houve um furo. A este respeito, é sempre bom relembrar que o pneu suplente só serve quando está operacional. É bom ter em atenção que este não serve apenas para aumentar o preço dos carros, nem como estética do mesmo, não é verdade companheiro? Mais uma vez, e o contrário é que seria de admirar, lá se resolveu esta “questão” e partimos todos em direcção a Senhora da Encarnação.

   Tivemos então a segunda surpresa do dia. Por acaso até já era noite e bem escura. Uma avaria. Marca: Range Rover V8 a Gasolina, enfim uma BOMBA. Concluindo, não anda. Gostei sinceramente daquela parte em que alguém tentou verificar se os 60 Euros de gasolina já tinham acabado, utilizando para o efeito a antena de um radio da Banda do Cidadão. Então pá! para que é que serve o filtro? Apenas para feitio, não? Resultado: não chegou a conclusão nenhuma. Mas mais uma vez, o problema foi rapidamente ultrapassado. Reboca-se o Jipe, será a conclusão mais lógica. Errado, é que era sempre a descer, portanto, trava-se o Jipe. E assim, dois bravos companheiros (rapidamente substituídos por outros, após o desgaste de muito travão) conseguiram pôr a BOMBA em sitio seguro dos olhares e mãos amigas do alheio. É que o facto de não andar era apenas temporário, pois estou certo de que o seu dono ainda nele muito andará e certamente nos voltaremos a encontrar.

    Após todas estas peripécias, só nos faltava mesmo era sentar à mesa. Dessa questão tratou a organização (até rima) e acabámos todos juntos no restaurante Casa do Lau, onde a vitela estava excelente.

    Assim se passou um óptimo dia de inverno.

    A hora já vai longa, o sono está a chegar. Chega de conversa. Vou é ficar à espera do próximo encontro. Quem sabe seja Mafra ou ...

   Até breve.

Texto: José Carlos Fernandes
Fotos: Vários autores
 
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