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AzimuTTe: Gruta do Escoural
10/11 de Outubro de 2026

Reportagem em breve.
AzimuTTe: Fenómenos do Ribatejo
20/21 de Junho de 2026

Reportagem em breve.
AzimuTTe: Tierra de Miranda
14/15 de Fevereiro de 2026

A complexa estrutura em madeira de faia, empenada e profusamente perfurada pelo caruncho, ocupa quase dois terços do exíguo espaço onde nos encontramos. A um canto, uma pequena salamandra queima lenha num esforço, pouco mais que vão, para debelar o frio agreste que entrou connosco. Ao seu lado, entalada entre a parede e a tal estrutura (afinal, um tear manual), a artesã Fátima Raposo dá forma, há mais de quarenta anos, à sua inspiração e veia artística sob a forma dos afamados Tapetes de Miranda.
AzimuTTe: Luzes do Vigo
29/30 de Novembro / 1 de Dezembro de 2025

Os leixões seguem impávidos e serenos, indiferentes à fúria das vagas e ao ímpeto das rajadas de vento que os açoitam e fustigam há milénios. Nós, nem tanto. Embora protegidos por forte parede das ondas que morrem na praia, o vento forte e gélido assobia-nos aos ouvidos e deixa-nos transidos de frio, enquanto a humidade nos empapa as roupas, os cabelos e os ossos. Olhando para cima, a 17m de altura, recortada num céu de chumbo prestes a desabar-nos em cima, uma intricada estrutura de 420t de ferro e 69m de comprimento, oprime-nos e fascina-nos.
AzimuTTe: Olivença
19/20 de Julho de 2025

Estamos às portas de Elvas. Os raios de sol levam já um bom par de horas dissolvendo o fresco da noite das pedras do Aqueduto da Amoreira. As rajadas de vento entretêm-se jogando à apanhada por entre os inúmeros arcos. Nós, com a alegria do reencontro a ceder lugar à expectativa do que o dia nos reserva, abalançamo-nos planície alentejana adentro.
AzimuTTe: Terras do Demo
01/02 de Março de 2025

A manhã já quase se extinguiu no ora lento, ora rápido correr das horas. Rumamos a Carregal, navegando na Serra da Lapa. Tufos de giestas, embora parecendo borbotos em camisola velha, amaciam a aspereza da paisagem de pedra nua que nos rodeia. Nos momentos de silêncio, mais curtos ou longos, como no Código Morse, entre as conversas que mantemos dentro do carro, a minha mente vai discorrendo sobre o fim-de-semana que estamos a desfrutar, com a vantagem sobre os restantes participantes de eu conhecer por onde vamos passar. O título de um livro trepa-me à memória: ‘A tale of two cities’. Voltarei a este tópico.
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AzimuTTe: Às entranhas da Terra
09/10 de Novembro de 2024

O oceano nem bule, receando despertar as adormecidas águas da baía de Sines. Com o sol da manhã velado por um manto de nuvens retardatárias da borrasca da véspera, a cor destas afina com o tom do mar, tudo harmonizando, tudo serenando. Quase nos murmuramos, para não quebrar a paz. Encontramo-nos trinta metros mais acima, protegidos da brisa inexistente pelas muralhas do castelo e aos pés de um Vasco da Gama de bronze, que eterniza o olhar sonhador do grande navegador sobre o mar da sua vida. Tal como ele, também o nosso olhar se desafoga na imensidão líquida. Vinte e quatro horas mais tarde, estaremos trinta metros abaixo da superfície, no dédalo de galerias e túneis da mina de Aljustrel. Mas, adianto-me.
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AzimuTTe: Myrtilis Iulia
20/21 de Abril de 2024

Descemos para o pequeno-almoço às 7h,30. Lá fora, o sol ainda preguiçava, aconchegado nas nuvens plúmbeas. Tal como elas, a nossa expectativa sobre o que o dia nos reservava pairava no ar. O Alentejo espera-nos, melhor, chama-nos. E, nós vamos.
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